04 1 / 2012
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Ainda não contei pro Nissim que conheci a guria ontem, e em profundidade, como poderia acrescentar. Nem sei se vou contar. Ia aniquilar o tio Nissa de inveja. Tadim do mineirim. Me lembro dele no búti da Sabará dia desses tentando esconjurar a sensualidade diabólica da amiguinha da filha: “Cara, essa Sossô é foda. Fico besta quando ela me aparece em casa. Tô quase emplacando 60, bitchô, meu coração num guenta. Pior é quando ela pousa lá. fffff… Que nem outro dia, eu ali no sofá lendo jornal, a Sossô me sai de calcinha e camiseta do quarto da Estela e desfila pela sala até a cozinha pra pegar água. Cê acredita que ela me deu bom-dia coçando a bunda por dentro da calcinha? Bitchô?! Quê que é aquilo?! Ela tá pensando o quê, essa menina? Que eu sou eunuco? Eu sô minêro, sô! Minêro não moderniza nessas coisa. Muié é muié, vaca é vaca. E as duas a gente toca ca vara. Essa menina tá facilitando comigo. Que nem outro dia que eu entrei no quarto da Estelinha pra falar num sei que e tava lá a Sossô de costas pra porta, sem camiseta nem sutiã, cum puta dragão tatuado na lomba, coisa mai doida, sô. Ni qui ela notou minha presença, virou de perfil pra mim. E eu vi, rapá, eu vi: um peitinho da Sossô! Um só, branquim de leite. O mamilo era uma pitanguinha vermelha. Bitchô, esquece tudo que você já viu em matéria de seio, teta, peito ou peitinho. Aquilo era outra coisa. De outro planeta”.
“O planeta Teta”, eu disse, no automático.
“Pode crê, bitchô. E a filha da mãe nem pra fingir um pudorzinho, nada. Fiquei besta. A forma, Zeca, a forma do peitinho. A cor, a lisura da pele. O biquinho. O brilho! Cara, o peitinho brilhava. Tá brilhando na minha cabeça até agora. Ê mundão do caraio, viu”.
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18 11 / 2011
Experimentando a agradável sensação de assistir ao vídeo de um show e relembrar como foi incrivelmente foda e único quando você estava lá.
30 10 / 2011
28 10 / 2011
"Em seu blog, havia uma lista atualizada de recursos para compartilhar software pirata e uma interessante coleção de pornografia macabra. Não porque seus interesses acariciassem com igual prazer a guerrilha informática ou o abuso sistemático de mulheres grávidas, mas porque sua mente contaminada das obsessões próprias de uma autoestima irremontável tinha compreendido que o regime de acesso à empatia contemporânea se encontra vinculado ao uso inteligente, glamuroso, da crueldade."



